Os acadêmicos do curso de Medicina do Centro Universitário Alfredo Nasser, Pedro Flores e Luiz Eduardo Amaral, participaram na Universidade da República (Universidad de la República), em Montevidéu, no Uruguai, do 9º Congresso de Extensão Universitária da AUGM (Associação de Universidades Grupo Montevidéu), segundo maior congresso de extensão universitária da América Latina.
O 9º Congresso de Extensão da AUGM, realizado de 7 a 9/10, reuniu estudantes universitários, profissionais formados e representantes de instituições de ensino superior, incluindo gestores e dirigentes acadêmicos. O congresso teve como temática central a extensão universitária, contemplando diferentes eixos temáticos.
O curso de Medicina da Unifan teve dois trabalhos aprovados e apresentados no Congresso. Ambos desenvolvidos no âmbito do Programa Integrado de Estudos em Saúde da Família (PINESF), a partir de experiências na Unidade Básica de Saúde (UBS). Um deles, intitulado “Inserção Precoce na Atenção Primária à Saúde: Contribuições do Programa Integrado de Estudos em Saúde da Família (PINESF) para a Formação Médica”, foi apresentado por Pedro Vieira Flores de Freitas, aluno do 3º período do curso de Medicina da Unifan. O estudo abordou a importância do PINESF para a formação médica, destacando a inserção precoce dos estudantes na Atenção Primária à Saúde e as contribuições dessa experiência para a aproximação entre a universidade e a comunidade.
O segundo trabalho abordou uma experiência extensionista voltada à promoção da saúde e ao desenvolvimento infantil de uma criança com transtorno do espectro autista no contexto da Atenção Primária à Saúde. O estudo foi apresentado por Luiz Eduardo Amaral, do 4º período do curso de Medicina do Centro Universitário Alfredo Nasser.
As duas apresentações destacaram a relevância da extensão universitária para a formação de futuros profissionais da saúde e para o desenvolvimento de práticas alinhadas às necessidades da comunidade.

“Participar do 9º Congresso de Extensão da AUGM foi uma experiência acadêmica e pessoal extraordinária. Poder representar a Unifan internacionalmente e apresentar um trabalho desenvolvido a partir de uma experiência vivenciada durante minha formação médica foi motivo de grande satisfação.
Além da importância curricular de participar de um congresso internacional, a experiência proporcionou uma troca cultural muito enriquecedora, permitindo conhecer pessoas, vivenciar aspectos da cultura uruguaia e entrar em contato com diferentes perspectivas sobre a extensão universitária.
Os debates e as experiências compartilhadas contribuíram significativamente para minha formação, ampliando minha compreensão sobre o papel da universidade na sociedade e sobre a importância da extensão na formação médica. Acredito que a Medicina vai além do conhecimento técnico adquirido em sala de aula: o contato com a comunidade e a compreensão de suas necessidades são fundamentais para formar profissionais mais humanos, preparados e conscientes de sua responsabilidade social.
Volto dessa experiência com novos conhecimentos, aprendizados e a certeza de que representar minha instituição no exterior foi um marco importante na minha trajetória acadêmica”, destaca o acadêmico Pedro Vieira Flores de Freitas.

“Participar desse Congresso representa enxergar novas perspectivas e ver como o mundo lá fora respeita os médicos brasileiros, especialmente por ainda estar no 4º período de Medicina. Essa experiência permite ampliar meus conhecimentos para além da sala de aula, conhecer diferentes perspectivas científicas e compreender a importância da pesquisa na construção de uma prática médica baseada em evidências.
Além do aprendizado científico, o congresso proporcionou uma enriquecedora troca de conhecimentos, contato com diferentes perspectivas e desenvolvimento do pensamento crítico, reforçando a importância da pesquisa científica para a evolução da Medicina.
Acredito que essa vivência contribuirá significativamente para minha trajetória acadêmica, incentivando-me a continuar participando de atividades científicas, desenvolver novas pesquisas e construir, desde os primeiros períodos da graduação, uma formação médica mais crítica, humanizada e comprometida com a ciência”, enfatiza o acadêmico Luiz Eduardo Amaral.
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