O 15º Congresso Interdisciplinar de Produção Científica – Pesquisar foi encerrado nesta quinta-feira (15/10), no auditório do Centro Universitário Alfredo Nasser – UNIFAN. A programação de encerramento contou com a mesa-redonda “Mulheres na ciência: perspectivas e trajetórias”, que promoveu reflexões sobre a participação feminina na produção científica, os desafios enfrentados pelas pesquisadoras e a importância da presença das mulheres na construção do conhecimento.
A última mesa da edição 2026 reuniu três especialistas com atuação nas áreas de Direito, Sociologia, História e Direitos Humanos: Silvana Beline, professora da Universidade Federal de Goiás (UFG); Ângela Maria Aires Teixeira e Fernanda de Paula Ferreira Moi, ambas professoras da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás). As convidadas compartilharam conhecimentos e experiências acadêmicas que contribuíram para ampliar o debate sobre gênero, pesquisa e os diferentes caminhos percorridos pelas mulheres no meio científico.
“Temos que lembrar da luta pelos direitos das mulheres, só assim a gente avança como sociedade. Não podemos perder o pensamento reflexivo, que traz à tona tudo que circunda o fazer da ciência. Não é fácil para uma mulher ter jornada dupla, tripla. Trabalhar durante o dia, cuidar de filhos e estudar à noite.” Lembrou a palestrante Silvana Beline.
Doutora em Sociologia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), Silvana Beline é professora associada da UFG e integra o Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos da instituição. Sua atuação envolve relações de gênero, Direito Civil, direitos humanos e estudos interdisciplinares sobre cinema, áreas que contribuem para a compreensão das desigualdades e das questões sociais que atravessam a trajetória feminina.
Ângela Maria Aires Teixeira é doutora em Direitos Humanos pela UFG, mestre em Direito Ambiental e pós-doutoranda em História pela PUC Goiás. Como professora da instituição, desenvolve atividades nas áreas de Direito Internacional Público, Direitos Humanos e Direito Ambiental, com destaque para a proteção internacional dos direitos humanos, as questões ambientais e os direitos das mulheres.
Já Fernanda de Paula Ferreira Moi é doutora em História pela UFG, mestre em Direito e professora da PUC Goiás e da própria Universidade Federal de Goiás. Suas pesquisas abrangem História, Direito, Direitos Humanos e Direito Internacional Penal, com estudos sobre genocídio, memória, justiça e responsabilização, especialmente a partir da experiência dos Tribunais Gacaca, em Ruanda.
Ao longo da edição de 2026, o Congresso Pesquisar promoveu diferentes reflexões sobre a atuação feminina no universo da ciência, destacando as contribuições das mulheres para a produção do conhecimento e a necessidade de ampliar o reconhecimento de suas trajetórias acadêmicas e profissionais.
A discussão também reforçou a importância de espaços de diálogo que permitam analisar as desigualdades de gênero e os desafios que ainda fazem parte da realidade de muitas pesquisadoras, além de valorizar a diversidade de perspectivas na construção científica.
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