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02/03/2026Os cursos de Administração e Ciências Contábeis do Centro Universitário Alfredo Nasser (Unifan) promoveram, nesta segunda-feira (02/03), uma mesa redonda para debater os impactos da Reforma Tributária e os desafios que a nova legislação trará para empresas e profissionais da área. O encontro reuniu professores das duas graduações e acadêmicos interessados em compreender, de forma prática e estratégica, as mudanças que começam a ganhar forma já em 2026.
Durante o evento, foi destacado que o próximo ano será marcado por um período de adaptação ao novo modelo tributário aprovado pelo Congresso Nacional. A transição antecede a entrada em vigor do novo sistema, prevista para janeiro de 2027, quando a estrutura de tributação sobre o consumo passará a operar sob novas regras.
Entre os principais pontos debatidos estiveram as alterações nos tributos que incidem sobre o consumo, como ICMS, PIS, Cofins, IPI e ISS. A Reforma Tributária propõe a substituição desses impostos por um modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, formado pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de competência compartilhada entre estados e municípios. A proposta também prevê a criação do Imposto Seletivo (IS), destinado a produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
Os professores explicaram que a principal mudança está na simplificação e na não cumulatividade plena dos tributos, o que promete reduzir distorções históricas do sistema atual, como a cobrança em cascata e a complexidade no cumprimento das obrigações acessórias. Por outro lado, alertaram que o período de transição exigirá planejamento rigoroso, atualização tecnológica e revisão estratégica por parte das empresas.
A mesa redonda enfatizou que 2026 será um ano decisivo para ajustes internos, testes de sistemas e reestruturação de processos. “Não se trata apenas de entender a nova legislação, mas de revisar a forma como a empresa opera”, destacaram os professores.
Entre as orientações repassadas aos alunos, estiveram a necessidade de:
Rever processos internos e fluxos operacionais;
Melhorar o controle das operações fiscais;
Implantar painéis claros de indicadores para evitar decisões sem base em dados;
Reavaliar os impactos tributários na precificação de venda;
Atualizar a formação do custo dos produtos;
Revisar condições comerciais oferecidas ao mercado, especialmente políticas de desconto.
Outro ponto amplamente discutido foi o impacto da reforma na competitividade empresarial. Com a mudança na lógica de incidência tributária ,que passa a ocorrer no destino e não mais na origem, setores produtivos, comércio e prestação de serviços precisarão reavaliar contratos, cadeias de fornecimento e estratégias de expansão.
Para os estudantes, o debate reforçou a importância da atualização constante. A reforma tributária é considerada a maior mudança no sistema fiscal brasileiro das últimas décadas e demandará profissionais mais preparados, com visão analítica e capacidade de interpretar cenários econômicos complexos.
A iniciativa da Unifan evidencia o papel da academia na formação de profissionais aptos a enfrentar os desafios do novo ambiente tributário, promovendo discussões técnicas que conectam teoria e prática em um momento decisivo para a economia brasileira.
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