
Professor de Direito da Unifan é aprovado em Concurso para Delegado da Polícia Federal
25/02/2026O Centro Universitário Alfredo Nasser foi selecionado para participar do Projeto Rondon em 2026, na Operação Carimbó. A Unifan atuará na cidade de Bagre, região norte do Pará, na Ilha do Marajó, onde as ações ocorrerão entre os dias 09 a 25 de julho de 2026. No mesmo município, trabalhará a Universidade Federal de Lavras (MG).
A instituição já participou em outras duas operações: Lobo Guará (Nova Roma, região norte do Estado de Goiás/2023) e Mangabeiras (município de Frei Paulo-Sergipe/2024).
A Unifan foi selecionada através de concorrência pública com outras instituições de ensino de todo país, que apresentaram propostas de ações perante edital de chamamento. Naquela cidade, o Centro Universitário Alfredo Nasser realizará oficinas e rodas de conversa sobre os temas da cultura, justiça e Direitos Humanos, educação e saúde.
Atuarão dois professores com doutorado na área de Ciências Humanas, sob a coordenação da Profa. Dra. Lorena Torres e o apoio do Professor José Humberto da Silva. A participação no Projeto Rondon também requer que a instituição realize um processo de seleção interna entre os alunos interessados em tornarem-se rondonistas. A professora Lorena relata que alunos dos cursos de Medicina, Direito, Pedagogia, Administração, Biomedicina, Enfermagem, Fisioterapia, Farmácia, Odontologia e Psicologia podem inscrever-se no projeto de seleção.
Eles acompanharão a preparação, execução e avaliação das atividades temáticas (Cultura, Direitos Humanos e Justiça, Educação e Saúde) concebidas, segundo metodologia participativa, para atender aos objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. “Com isso, teremos uma equipe multi e interdisciplinar capaz de contribuir com a formação dos estudantes como sujeitos engajados nas grandes questões contemporâneas, tal como preconizado na Política Nacional de Extensão Universitária”, destaca a coordenadora.
Link de acesso ao edital de seleção discente: https://www.unifan.edu.br/wp-content/uploads/2026/02/Edital_Proj-Rondon_Op-Carimbo_Selecao-discentes.pdf

amadurecimento pessoal, ético e profissional dos alunos”
“Será minha primeira participação como integrante do Projeto Rondon, e também minha primeira experiência na coordenação de equipe na operação. Minhas expectativas são muito positivas. O Projeto Rondon é reconhecido como a maior ação extensionista do Brasil e proporciona uma experiência formativa singular. Ele amplia a compreensão social dos estudantes ao colocá-los em contato com realidades distintas daquelas vivenciadas cotidianamente. Espero que essa vivência fortaleça o amadurecimento pessoal, ético e profissional dos alunos, promovendo a aplicação prática dos conhecimentos acadêmicos e, sobretudo, o diálogo com as comunidades, em um verdadeiro intercâmbio de saberes e construção coletiva de soluções”, pontua a Professora Lorena Torres.
O Projeto Rondon

O Projeto Rondon, desenvolvido e coordenado pelo Ministério da Defesa, teve início no ano de 1967 com objetivo de levar ações de extensão universitária para regiões isoladas da Amazônia. Em sua primeira operação (Operação Zero ou Piloto), contou com trinta alunos e dois professores de universidades do Estado do Rio de Janeiro que realizaram ações de extensão em Rondônia. Sua primeira fase durou até o ano de 1989. No ano de 2005, foi retomado e ampliado para outros territórios marcados pela vulnerabilidade social. Até o presente já realizou, segundo dados do Ministério da Defesa, oitenta e duas operações, em 1.213 municípios de vinte e quatro unidades da federação, com a participação de 2.306 instituições de ensino superior e 22.896 rondonistas (universitários e professores), alcançando cerca de 2 milhões de pessoas. O Projeto conta com parceria do Ministério da Educação, Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Ministério da Saúde, Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, o Ministério da Integração Nacional e a Secretaria de Governo da Presidência da República, além dos Governos Estadual e Municipal e Instituições de Ensino Superior reconhecidas pelo Ministério da Educação. Tem como objetivos gerais contribuir para o desenvolvimento e o fortalecimento da cidadania do estudante universitário e com o desenvolvimento sustentável, o bem-estar social e a qualidade de vida nas comunidades carentes, usando as habilidades universitárias.
Local das ações

Naquela região (Ilha do Marajó, estado do Pará), foi identificado um quadro de vulnerabilidade socioeconômica marcado por carências materiais; desigualdades socioeconômicas; migração da população jovem à procura de emprego e ensino nas regiões metropolitanas do Pará e de outros estados; baixa escolaridade da população em geral e, em particular, dos trabalhadores sob regime formal de emprego; baixos salários; violação de direitos humanos; insegurança alimentar. Esse quadro faz com que os municípios da região apresentem baixos índices de desenvolvimento humano. A Agenda 2030 das Nações Unidas prevê, como objetivos a serem buscamos por governos e sociedade civil, acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares; acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável; assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades; assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos; alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.
