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Publicado por: Assessoria de Imprensa

em: 05/08/2026

Clarissa Oliveira (em pé) cursa o 7º período de Direito na Unifan

Estudante de Direito da Unifan destaca experiência no Projeto Rondon e atuação com direitos humanos

A experiência de atuar diretamente com comunidades ribeirinhas durante a Operação Carimbó, do Projeto Rondon, ampliou a visão acadêmica e profissional da estudante Clarissa Batista Carvalho Oliveira, de 29 anos, do 7º período de Direito do Centro Universitário Alfredo Nasser – Unifan. Durante a missão, realizada em Bagre, no Pará, a universitária participou de atividades voltadas à formação e à promoção de direitos, com destaque para ações relacionadas aos Direitos Humanos.

Antes da viagem, a estudante esperava principalmente aprender com a população ribeirinha e também refletia sobre o que poderia oferecer à comunidade em um período curto. Segundo ela, a experiência superou as expectativas. “Ao longo do desenvolvimento das atividades, minha expectativa foi superada em todos os aspectos. Perceber que consegui plantar várias sementes de conhecimento e estimular sonhos foi incrível”, relata.

A rotina durante a operação foi intensa. A equipe da Unifan chegou inicialmente a Marabá (PA), onde participou de qualificações com a Infantaria de Selva e conheceu alguns pontos da cidade. Na sequência, os estudantes seguiram para Bagre, onde desenvolveram as atividades previstas no projeto.

Entre as ações realizadas, uma das que mais marcou Clarissa foi a oficina “Mulheres fortes: Direito, respeito e protagonismo”, ministrada em parceria com a estudante Jéssica. Para ela, a atividade reforçou a importância da criação de redes de apoio entre mulheres, principalmente em locais que enfrentam situações de vulnerabilidade social.

“Foi quando ministrei a oficina ‘Mulheres fortes: Direito, respeito e protagonismo’ com minha colega Jéssica. Senti o quanto é importante fortalecer redes de apoio construídas por mulheres e para mulheres”, destaca.

 Segundo Clarissa, a equipe foi acolhida com carinho durante toda a permanência no município. “Fomos recebidos de modo muito acolhedor e amoroso. Em cada detalhe, cada refeição, a cada reunião e a cada pedido feito, senti que o projeto e a equipe eram muito importantes para Bagre”, conta.

Para a estudante, um dos principais legados do Projeto Rondon é contribuir para o fortalecimento das políticas públicas e ampliar a discussão sobre ações voltadas às comunidades tradicionais ribeirinhas. Ela defende ainda investimentos em novas tecnologias de ensino e a criação de um polo de educação técnica no município.

A experiência também mudou a percepção de Clarissa sobre responsabilidade social e cidadania. Segundo ela, a atuação em campo evidenciou questões como a subnotificação de casos de violência contra a mulher e os desafios para alcançar a igualdade material entre homens e mulheres no Brasil, especialmente no caso das mulheres negras.

Para a futura carreira jurídica, Clarissa afirma que pretende levar um ensinamento simples, mas que considera fundamental: “Ouvir, ouvir sempre e acolher a quem precisar sem julgar”.

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