A estudante Thayslene Karine Cordeiro de Oliveira, 29 anos, do 8º período de Pedagogia da Unifan, participou da Operação Carimbó, do Projeto Rondon, realizada no município de Bagre, no Pará. A experiência proporcionou contato com a cultura local, troca de conhecimentos com profissionais da educação e uma vivência que, segundo ela, contribuiu para sua formação acadêmica e humana.
Thayslene conta que decidiu participar da operação pelo desejo de conhecer novas culturas e vivenciar uma experiência diferente durante a graduação. Antes da viagem, porém, tinha receio sobre a realidade que encontraria e sobre como seria recebida pela comunidade.
As expectativas mudaram logo na primeira oficina, realizada com profissionais da educação. Para ela, a experiência mostrou que a missão não seria apenas levar conhecimento, mas também aprender com a comunidade.
“Não foi uma aula unidirecional, foi uma troca de olho no olho. A conexão foi tão forte e imediata que parecia que já nos conhecíamos e trabalhávamos juntos há anos”, relata.
Entre as atividades desenvolvidas, a oficina *“Educar para uma Cultura de Paz”* foi a que mais marcou a estudante. A partir das próprias experiências, Thayslene trabalhou a importância de uma educação baseada no afeto, no respeito e na humanização.
Para ela, a rotina durante a operação foi intensa e exigiu capacidade de adaptação. As atividades previamente planejadas precisaram ser ajustadas conforme as necessidades encontradas na comunidade. A estudante também destaca a união da equipe da UNIFAN como fundamental para superar os desafios enfrentados durante a missão.
A receptividade da população de Bagre também ficou marcada na memória de Thayslene. Segundo ela, o acolhimento dos moradores, especialmente por meio da cultura e da dança do carimbó, tornou a experiência ainda mais significativa.
Um dos momentos que mais a emocionou ocorreu quando uma criança ribeirinha pediu um objeto para guardar como lembrança. Thayslene entregou um chaveiro com o símbolo do curso de Pedagogia. O encontro, segundo ela, reforçou a certeza de que escolheu a profissão certa.
“Essa experiência me deu vida e a certeza absoluta de que estou no caminho certo: eu nasci para ser pedagoga, nasci para ensinar”, afirma.
Além dos conhecimentos adquiridos, a participação no Projeto Rondon contribuiu para o desenvolvimento de habilidades como agilidade na tomada de decisões, adaptação e capacidade de trabalhar sob pressão. A experiência também ampliou sua compreensão sobre cidadania e responsabilidade social.
Para Thayslene, o principal legado deixado pela equipe foi o conhecimento compartilhado com a comunidade. Ela acredita que os ensinamentos podem continuar sendo utilizados pelos moradores e contribuir para novas transformações por meio da educação.
Ao retornar para casa, a estudante afirma levar novas amizades, aprendizados e uma visão ainda mais humanizada sobre a profissão. Por isso, recomenda a participação no Projeto Rondon a outros universitários.
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