A estudante Jessica Cardoso Garbim Silva, de 27 anos, do 10º período de Psicologia do Centro Universitário Alfredo Nasser – Unifan, participou da Operação Carimbó, do Projeto Rondon, e afirma que a experiência ampliou sua visão sobre a profissão, responsabilidade social e diferentes realidades brasileiras.
Jessica conheceu o projeto por meio de uma colega de curso e decidiu participar pela possibilidade de unir conhecimento acadêmico, atuação social e contato com comunidades que têm pouco acesso a determinados serviços e informações.
A expectativa da estudante era conseguir contribuir de alguma forma com a comunidade. Segundo ela, o resultado foi além do esperado. Durante a operação, Jessica conta que precisou lidar com situações que exigiram adaptação, trabalho em equipe e resiliência.
A rotina incluía cerca de quatro oficinas por dia. As atividades começavam pela manhã, por volta das 7h, eram interrompidas para o almoço e retomadas às 14h, com encerramento às 18h. No período noturno, a equipe organizava as atividades do dia seguinte e também aproveitava o tempo para fortalecer a convivência entre os integrantes.
Entre as ações que mais marcaram Jessica estão as oficinas realizadas com a comunidade ribeirinha e a atividade sobre educação inclusiva. O contato com a população apresentou à estudante uma realidade diferente da que vivencia no cotidiano.
“Conhecer crianças vivendo em extrema vulnerabilidade, mas ao mesmo tempo tão alegres, receptivas e gratas, mexeu profundamente comigo”, relata.
Para Jessica, um dos principais desafios foi manter o equilíbrio emocional diante dos relatos e situações encontradas durante a missão. O trabalho coletivo também exigiu capacidade de diálogo, respeito às diferenças e construção conjunta de decisões.
Na avaliação de Jessica, o principal legado deixado pelo Projeto Rondon foi a criação de iniciativas que podem continuar após a passagem da equipe pela comunidade. Entre as atividades desenvolvidas por ela, estão as oficinas de Educação Inclusiva e “Cuidar de Quem Cuida”.
A experiência também provocou mudanças na formação acadêmica da estudante. Jessica afirma que passou a observar o indivíduo de maneira mais ampla, considerando sua história, cultura e contexto social.
“Ficou ainda mais evidente para mim a importância de desenvolvermos uma Psicologia conectada à nossa cultura, aos nossos aspectos sociais e à realidade brasileira”, explica.
Jessica recomenda a participação de outros estudantes no Projeto Rondon e acredita que a experiência ultrapassa os limites da formação acadêmica.
“Mil vezes, sim! O Projeto Rondon nos tira da nossa zona de conforto, amplia nossa visão de mundo e nos apresenta culturas, pessoas e realidades completamente diferentes das nossas. Depois do Rondon, é impossível voltar a ser a mesma pessoa”, conclui.
REGISTRO FOTOGRÁFICO:






